‘OPERAÇÃO MATRIOSKAS’ NÃO SURPREENDE EMANUEL MEDEIROS

'OPERAÇÃO MATRIOSKAS' NÃO SURPREENDE EMANUEL MEDEIROS

Defende controlo dos fluxos financeiros e idoneidade dos titulares das sociedades.

Emanuel Medeiros, representante máximo na Europa do Centro Internacional para a Segurança no Desporto (ICSS) não se mostra surpreendido com a ‘Operação Matrioskas’ que na terça-feira levou à detenção de três elementos de topo da SAD da União de Leiria e a buscas nas sociedades que gerem o futebol de Benfica, Sporting e Sp. Braga.

“É preciso uma dose de autismo exagerado para que alguém possa surpreender-se com estas notícias”, argumenta Emanuel Medeiros, salvaguardando que não se refere ao caso em concreto, mas, em geral, a um problema que mina o futebol a nível mundial. E que tende a aumentar, garante o responsável português da ICSS.

Em 2011, Medeiros tentou junto do Governo português promover medidas que permitissem “o controlo dos fluxos financeiros relacionados com transferências de jogadores” e a avaliação “da idoneidade dos capitais investidos e dos titulares das sociedades desportivas”; e, em 2014, deu “uma pedrada no charco”, quando, em Inglaterra, denunciou “um crescente fenómeno de infiltração criminosa nos clubes”.

Quer no primeiro caso, quer no segundo, o antigo director-executivo da Associação das Ligas Europeias de Futebol Profissional recebeu indiferença e distanciamento. Compreende que sejam “assuntos ingratos”, em que as organizações governamentais ou desportivas não querem mexer, mas garante que “pior é ignorar a sua existência”.

“Não compreendo o silêncio ensurdecedor que se gera em torno destes assuntos. Não é um problema de ‘lana caprina’. É a ponta de um icebergue”, garante Emanuel Medeiros, que está disponível para trabalhar com todas as autoridades, para que seja aprovada legislação que evite que “organizações criminosas” se aproveitem das “lacunas na legislação e das dificuldades financeiras dos clubes” para por em prática os seus esquemas fraudulentos.

“Eu conheço os dirigentes do futebol em Portugal, o presidente da Federação e o presidente da Liga de Clubes, e conheço o Primeiro-Ministro. Sei que são pessoas sensíveis e capazes de imprimir as reformas que são necessárias. Colocamo-nos, eu, a ICSS e a SIGA – coligação internacional que reúne governos, federações e patrocinadores -, ao dispor para o que for tido como conveniente”, garante o também antigo secretário-geral da Liga Portuguesa de Futebol.

Fonte: Record

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