PORTUGAL: Liga de Futebol envia suspeita de combinação de resultados para a PGR

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NOTÍCIAS -  Liga de Futebol envia suspeita de combinação de resultados para a PGREm causa estão três jogos da segunda liga, todos envolvendo a Oliveirense. Mário Figueiredo quer apurar todos os factos e pede ao Governo que acelere a legislação sobre as apostas desportivas online. 

A Liga Portuguesa de Futebol Profissional vai remeter para a Procuradoria-Geral da República, Polícia Judiciária, Ministério Público e órgãos de justiça desportiva o estudo divulgado esta terça-feira pela FederBet e que aponta para a existência de três jogos da segunda liga com resultados combinados.

A informação foi avançada ao Expresso pelo presidente da Liga de Clubes, Mário Figueiredo, garantindo que o órgão a que preside “tudo fará para que seja apurada a realidade dos factos” e para que, se for caso disso, “seja plenamente aplicada a moldura penal” prevista na justiça para os agentes desportivos envolvidos em casos de corrupção e manipulação de resultados.

estudo divulgado pela FederBet  faz recair sobre a Oliveirense as suspeitas de envolvimento na combinação dos três jogos em causa, por ser o clube que está presente em todos os casos identificados: dois por suspeitas em relação ao total de golos marcados no jogo e outro pela alegada manipulação do resultado final.

Sem comentar o caso em concreto, e sublinhando “acreditar na honorabilidade de todos os presidentes dos clubes”, Mário Figueiredo recorda, no entanto, que estas situações de manipulação de resultados têm campo aberto para ocorrer em Portugal pela inação do legislador.

“Ando há dois anos a pedir ao Governo que legisle sobre as apostas desportivas em Portugal, que são ainda ilegais. Mas o Governo prefere manter o monopólio da Santa Casa da Misericórida em matéria de apostas desportivas, deixando escapar receitas do jogo online, que poderão atingir os €700 milhões a €1000 milhões por ano”, começa por referir o presidente da Liga.

Além disso, sublinha, “não havendo legislação e regulação sobre esta matéria”, é impossível garantir “uma monitorização que permita identificar eventuais situações de manipulação e corrupção”. “As casas de apostas que existem operam fora de Portugal, estão sedeadas em offshore e nós continuamos aqui com a cabeça enfiada na areia: não havendo legislação, não podemos ter uma entidade que monitorize e regule as casas de apostas que operam com o futebol português”, aponta.

Uma situação que, defende, deixa “muito expostos à tentativa de corrupção alguns agentes desportivos”. Nomeadamente “os árbitros, guarda-redes ou defesas”, que são “os agentes mais expostos a erros que podem definir resultados”. “Estas coisas, a acontecerem, não acontecem ao nível dos presidentes”, defende.

“Não devemos lançar anátemas sobre estes agentes. Mas o facto de estarem mais expostos a que apareça quem os alicie para a manipulação de resultados deve servir precisamente para que aumentemos a sua proteção. Se as apostas online forem reguladas e se houver monitorização, podemos perceber antecipadamente que há muita gente a apostar contra o resultado mais provável e pedir à PJ que averigue”, exemplifica. “A lei não deve atuar só na repressão, mas também na prevenção”, diz Mário Figueiredo, que lança assim o “apelo” para que “o Governo tire da gaveta” o diploma sobre a regulação das apostas online.

Fonte: Expresso

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